quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Paraiso no Deserto...

Um dos recantos do Albergue
Os pateos são de um relax e silencio total

Sempre bem dispostos para o que quer que seja ou para aquilo que fosse preciso. Um excelente cartão de visita no atendimento e forma de estar.


A nossa menina a relaxar os Akrapovic ou a fazer birra por estar parada hehehe



paisagem do terraço da nossa suite
Aqui o Rui esteve sempre calminho, mas resolveu e bem acompanhar os musicos na percursão. Um talento escondido e um momento unico registado em videos, onde um dos nossos amigos o "Al Megan" tambem mostrou um dos seus famosos numeros de percursão com as mãos numa fusão arabicoflamenca unica na história da musica LOL nem o Joaquin Cortez conseguía acompanhar vos garanto.





A salada de entrada huuuummmmm







pormenor da sala de refeições







Entrada do Albergue







A bela estradinha para o Albergue encostadinho ao Deserto









Não tenho seguido à risca exactamente a rota da nossa viagem, optando por ir colocando aqui os momentos tal qual me vão surgindo na mente, já com muitas saudades dos aromas e cores. É um acordar todos os dias, na esperança de ainda lá estar. Chegados ao Deserto do Saara, ficamos alojados no Albergue Berbére "Chez Tihri" em Merzouga. Como já era bastante tarde, fomos recebidos com um belo e quente chá de Menta, enquanto preparavam os nossos alojamentos. De uma simpatia contagiante e sempre de sorriso aberto e quente fomos muito bem tratados, naquele que para mim foi a cereja no bolo de toda esta viagem. Ainda bastante duridos (eu e o Afonso ) devido à queda de mota no Atlas, foi uma festinha na alma este pedacinho cheio de paz de espirito e relaxamento num dos locais mais misticos e contagiantes do Mundo. Desejei muito tocar nestas areias e de sentir todas as cores entrarem suavemente em mim, pela minha prima Buba, que tanto desejou fazer esta viagem comigo, e pelo Amor que senti cada vez mais forte e quente pelo Afonso ao me ter realizado este desejo. No segundo dia no Albergue, ao fim da tarde, partimos de camelo até ao meio do Deserto para assistir ao Por do Sol, numa viagem de camelo de hora e meia. Ficamos alojados no acampamento Berbére para passarmos a noite e assistir ao nascer do dia. Era meu desejo ter assistido, mas como tinha passado a noite cheia de dores no pé cada vez mais inchado e negro, e anca, quase sem conseguir andar, fiquei a descansar sem subir à duna, mas a pensar muito na Buba e como aquele era um amanhecer especial. Um poema enterrado na areia, um coração pequenino mas do tamanho do Mundo, ficaram enterrados na fina areia em sua homenagem. De volta ao Albergue, mais uma viagem de hora e meia de camelo, num silencio de paz só por quem o vive ao amanhecer em pleno Deserto, numa beleza que jamais irei esquecer... num momento de alimento à alma e construção do ser que sou e quero continuar a ser. Um ser em constante lapidação. Quis o destino que o camelo que me calhou ainda fosse novo, rebelde sem causa, tentando ultrapassar os outros ao ponto de se ter soltado e quase temi uma desenfriada galopada até à Argelia, atrasando os meus companheiros de viagem. Graças a Alá não desatou a correr pelas dunas descontrolado, ficando parado à espera que o guía Berbére o prendesse de novo. Chegada sã ( é como quem diz ) e salva ao Albergue, esperava-me um belo pequeno almoço cheio de paz e compotas docinhas. Saudades do Deserto...

9 comentários:

Artur disse...

Nunca tinhas dito que tinhas caído. Ainda por cima no Atlas, que aquelas encostas nao me parecem nada simpaticas para uma queda.
Que raio aconteceu? E como ficaram?

Anónimo disse...

obrigada

vitabusilis

Angelblue disse...

Oi Artur, são coisas que acontecem. O Inverno foi muito rigoroso e as estradas por muito que façam têm sempre muitas pedras que se desprendem e claro em algumas zonas partes das estradas desabaram mesmo. Em muitas zonas nem existe alcatrão. Infelizmente numa curva apanhamos gravilha e caímos mas as malas laterais pararam de imediato a mota mas nada de grave continuamos a viagem com o esqueleto durido, o Afonso com as vertebras e ombro a doer bastante e eu fissurei um ossito do pé e magoei a zona da bacía. Como é uma VSTROM 1000 só sofreu uns arranhões mas optima para continuar LOL O Atlas é lindo, brutal mesmo e vale a pena, estou desejante de voltar a fazer aquela estrada novamente, é unico tudo o que visualizas por lá ;) e vocês quando partem para a vossa aventura?

Beijinhos

Angelblue disse...

Oi vitabusilis ;) o prometido é devido. A Buba esteve sempre presente no meu coração em toda a viagem especialmente no Deserto. Olhou por nós e sorriu em forma de estrela a mais brilhante em todas as noites que contemplei o ceu. Aquele poema era de ti para ela e vai ficar guardado como um tesouro escondido no tempo. Não chegou a ser tocado ao piano, mas agora é uma melodía Universal e naquele pedacinho do Deserto a Amizade, o brilho do seu sorriso vai lá estar para quem precisar dele... obrigada eu.

Beijinho

Mad disse...

Maravilha de viagem. Um dia hei de fazê-la, não de mota mas de carro. Fantásticas fotografias, a do guia vestido daquele azul lindo, então... AMEI!

Angelblue disse...

Mad vale mesmo a pena e é tudo muito barato especialmente os combustiveis. Come-se muito bem e o francês domina em quase na sua totalidade Marrocos. Não falta sitios maravilhosos para ficarem alojados. Quando fores diz que faço-te um roteiro muito completo e fantastico para conheceres e ficar.


Beijinho Grandee

Artur disse...

Nós partimos dia 5 de Junho. Sabes como é, não vimos a hora, nunca mais chega.
Eu vou levar portatil e todos os dias vou twittar ou postar algo no blog. Depois aviso-te. :-)
Ainda bem que a queda não foi grave. E ainda bem que iam devagar!

afoganso disse...

Que belas fotos e que belo texto! Esse teu condutor é mesmo fraquinho, devia ter mais cuidado! Bj grande!

Angelblue disse...

LOL o condutor é excelente, aquelas estradas é que não são para meninos. Além disso os meus ossos é que são fraquinhos LOL vamos lá voltar ai isso é que vamos ;)

Beijo doce